A locação de máquinas e equipamentos deixou de ser uma solução emergencial e passou a fazer parte do planejamento estratégico de construtoras, indústrias e empresas de infraestrutura. Em um cenário de juros elevados, busca por produtividade e controle de custos, o rental avança no Brasil como alternativa para acessar máquinas modernas sem imobilizar capital em frota própria.
Dados do Rental Market Report 2025 Brasil, elaborado pela KPMG para a Analoc (Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas), apontam que o setor movimentou R$ 49,4 bilhões em 2025, reúne cerca de 50 mil empresas e emprega diretamente mais de 200 mil pessoas. A projeção é que o mercado alcance R$ 52,9 bilhões em 2026 e R$ 56,7 bilhões em 2027.
Para Renan Camargo, gestor da De Amorim Locadora, os números mostram uma mudança de mentalidade:
“Durante muito tempo, comprar máquina era o caminho natural. Hoje, a empresa olha para prazo, custo, manutenção, disponibilidade e utilização real do equipamento. Quando essa conta é feita com planejamento, a locação aparece como uma decisão estratégica”, afirma.
O estudo também indica que a penetração média da locação em relação à propriedade já chega a aproximadamente 40% no país. A construção responde por 60% do mercado, enquanto os demais 40% estão ligados a setores como indústria, mineração, agro, energia e logística.
Segundo Renan, a locação permite adequar máquinas a cada etapa da operação:
“Na obra, máquina parada custa caro. A locação ajuda a ter o equipamento certo, no momento certo, com suporte técnico e mais previsibilidade para o cronograma”, destaca.
O mercado segue em ritmo constante de crescimento no Brasil, pulando de um faturamento de pouco mais de 33 bilhões em 2022 para uma projeção de 57 bilhões em 2027.






